sexta-feira, 30 de abril de 2010

Explicação do meu projeto:"Textofonia"

O nome é provisório, mas a ideia me parece que seguirá em frente. O projeto é uma ideia antiga não só em meus textos, como nos textos contemporâneos de escritores apaixonados por música. Quem nunca escreveu um texto ouvindo ou pensando numa música? Esta agora é a proposta. Farei ao menos um texto por semana baseado em alguma canção nacional. Ouvirei a música ao escrever e tentarei retratar alguma ideia da letra em meu texto. Não necessariamente uma releitura da música, pode ser uma citação de algum trecho, o uso de um personagem, o mesmo sentimento, quem sabe até o uso de algumas expressões mesmo fora de contexto... Quem ler, verá!

Estou pensando em começar com Belchior, quem sabe hoje à noite ou talvez amanhã. Fica o gostinho na boca... "Tenho ouvido muitos discos, conversado com pessoas, caminhado meu caminho, papo, som, dentro da noite" Apenas Um Rapaz Latino Americano - Belchior

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ensaio de uma "resposta"...

"Escrevo-lhe nessa tarde nublada. Melhor se já tivesse lhe escrito, melhor se houvesse sol. Não digo que outrora as nuvens me trariam essa solidão, pobres nuvens que culpa teriam? Nuvens que tantas vezes desvendamos seus desenhos, nuvens que tantas vezes observei mudarem. Eu, defensora incondicional da busca por sorrisos, deixei os sorrisos sinceros a pouco mais de duas luas, e não tardo a procurá-los, prometo-lhe. Ouço agora só o som da minha voz, os poucos toques do teclado e o mundo tão distante de mim. Não pense que quero dar-lhe alguma tristeza, acalme seu coração, que o meu logo se alegrará. Minha alma, se lhe escreve, é porque busca em você alegria de outra parte. Adoro minha cidade, como você sabe, e desde ontem não consigo ver pelas ruas uma só árvore. Já tive dias pior e melhores hão de vir. Toque minhas letras e só por hoje prefira não sentir meu coração. Transmita-me o seu. Um abraço carinhoso, sua Ana."

-> Essa postagem é uma espécie de resposta, para compreender leia a ideia que me fez escrever.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Livre(-me), amor


O amor acontece quando duas almas desejam, simultaneamente, prender e estarem presas, sem que consigam praticar. Querem-se juntas, querem-se bem, querem-se (quase que) unicamente. O verdadeiro amor não está na ideia de posse, mas no conceito de liberdade. Amar é permitir ao outro voar e querer voar junto.
"Pintam o amor cego e com asas: cego para não ver os obstáculos e com asas para voar por cima deles."


->Dedico essa curta postagem a dois grandes amigos meus que, separadamente, fazem uma diferença enorme na minha vida e em meus instáveis estados de humor, Rodrigo e Bueno. Especialmente ontem ambos me ajudaram muito, embora talvez sintam que eu não os permiti me ajudar ao máximo.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Utilidade pública: Ônibus!

Estou há algum tempo planejando escrever sobre esse tema, sempre prorrogo, hoje chegou a hora!
Quero deixar claro que esta foi apenas uma forma diferente de abordar o tema, e que deixarei de lado qualquer discussão quanto as atitudes governamentais ou os preços abusivos. É uma crítica de cidadã para cidadãos usuários do transporte público (visando especialmente aos ônibus, já que são a única opção da minha cidade).

REGRAS DE BOA CONVIVÊNCIA: EM ÔNIBUS

1- Como numa casquinha de sorvete ou num churros, ao entrar dirija-se para o mais longe da entrada, ou seja, encaminhe-se para o fundo do ônibus, afinal muita gente pode ainda entrar.

2- As saídas devem estar sempre acessíveis. Em caso de muita gente, mantenha-se próximo às portas apenas quando estiver para descer.

3- Nem todo mundo alcança nas barras do teto do ônibus, muito menos na cordinha para solicitar paradas, por tanto, dê espaço para as pessoas mais baixas (ou que possam ter dificuldade de erguer os braços, como idosos, pessoas com crianças no colo ou sacolas nos braços) segurarem nas barras que ficam presas às cadeiras e permita fácil acesso aos botões.

4- Cada pessoa tem uma vivência diferente e pode estar com um diferente estado de humor, respeite! Ou seja, ouça música só para você, converse num volume que não perturbe que não participa da conversa, evite demonstrações exageradas (como carinhos "calientes", ou discussões acentuadas)...

5- Cuidar da sua higiene pessoal é muito louvável, assim como não exceder no uso de perfume. Contenha os cheiros (bons ou ruins) que seu corpo passa liberar, ninguém é obrigado a senti-los.

6- Seja educado: prestativo, se possível, e respeitoso! Além de ceder lugar àqueles que precisam mais que você (seguindo a Lei, inclusive), não lhe mataria oferecer para segurar a mochila, os livros ou as sacolas de alguém que esteja em pé. Não custa tanto esboçar um sorriso educado ao motorista (até mesmo cumprimentar com "bom dia", por exemplo) ou a algum passageiro menos retraído. E evite bater ou encostar mais do que o necessário nos outros.

7- Tenha bom senso a abertura ou fechamento das janelas! Ninguém quer ser molhado dentro de um ônibus, mas não podem todos sofrer com calor, falta de circulação de ar, e ambiente extremamente propício a transmissão de vírus, porque quem está próximo a janela sente um pouco de frio ou teme alguns pingos.

8- O trânsito é instável, ninguém quer cair ou esbarrar, mas todos estão sujeitos a estes males. Tenha paciência e não ridicularize uma pessoa que por ventura caia, segure-se para não cair ou esbarre em alguém por algum movimento brusco do ônibus.

9- Cuide de seus pertences e proteja os outros de inconvenientes causados por suas coisas. Se não pode guardar seu guarda-chuva molhado, ao menos não molhe ninguém. Se carrega consigo algo que não pode não ser bem visto por uma parte da sociedade (como material erótico/pornográfico ou drogas) mantenha fora da vista dos demais. Essa regra também pode ser aplicada ao cuidado com as crianças, não permita que importunem desconhecidos ou lambuzem o ônibus.

10- Não estrague e não deixe que estraguem qualquer coisa de um ônibus.Cuidado com os assentos, as lixeiras, as janelas, não jogue lixo no chão ou prenda por aí, nem permita que alguém faça algum tipo de vandalismo dentro dos ônibus.

11- Dê o exemplo! Procure não criar confusão ou discutir com desconhecidos, apenas faça o correto e oriente educadamente quando for realmente necessário. Lembre que as pessoas são diferentes, que para alguns a forma com que você se expressa pode parecer mais rude do que era sua intenção, que há muita gente violenta, e principalmente, que as pessoas não precisam presenciar cenas desagradáveis.

Talvez precise de muito mais para melhorar o transporte coletivo, no entanto, parece evidente que essas regras tão lógicas ao bom senso trazem benefícios!

Cidadã joinvilense: Ana Kita.

Amar sempre foge a regulamentos - Ana Kita

Não conheço seus olhos, embora eu saiba o que vê, o que chama sua atenção, a intensidade do seu olhar, os motivos que o levam a chorar, e sinta minha alma nua a eles. Não ouço sua voz, ainda que eu conheça o que diz, as gírias que usa, a necessidade de seguir sua verdade, discorde de algumas ideias e admire muitas outras. Tão pouco sinto o calor do seu corpo, embora tenha me apaixonado pela energia que me passa; ou o toque de suas mãos, ainda que constantemente me sinta acolhida por você.
O amor é cheio de contradições. Ciúmes, distância e tempo, quando acontecem em grande quantidade acabam com uma relação, quando estão em pequenas porções aumentam o que une o casal. Talvez haja tantos amores não compreendidos por essa falta de conhecimento, as pessoas preferem não ceder às pequenas discordâncias, não aceitar os pequenos defeitos, nem aprender com as diferenças. Por isso, perdem seus relacionamentos ou nem se permitem vivê-los. Obviamente isso não faz com que não amem ou nem desejem serem amadas. Quando aprendem as necessidade da convivência, descobrem que o amor não pode ser o único sentimento para que um relacionamento perdure. Outros sentimentos - como o respeito, a paciência, a compreensão, a honestidade, a empatia, o carinho - são tão essenciais quanto a paixão ou o amor.
Por favor, permitam-se serem amados e amem.


"Eu não posso prometer que nenhuma vez serei inseguro ou cauteloso, mas eu digo que estou disposto a fazer dar certo" CSI: Nova Iorque (3ª temporada)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dias chuvosos...

As coisas não são piores ou melhores do que a forma como você as vê.

Podia ficar lamentando a chuva que cai, chorar, reclamar com os céus... Faça-o se lhe trouxer algo bom. No entanto, você sabe que não trará. Não sou hipócrita de dizer que a chuva é sempre uma dádiva, sei que pode causar muitos estragos. Mesmo no meu dia-a-dia muitas vezes ela não é um auxílio para sorrir, perco o ânimo ao enfrentá-la até a faculdade, por exemplo.
Eu só gostaria de compartilhar com quem puder abrir as janelas do coração que a chuva tem beleza. Ouça o som, parece uma sinfonia de amor. Veja as plantas, são regadas e alimentadas, crescem perante a chuva, florescem, ganham mais vida. Aguarde o sol depois da chuva, e deslumbre-se com o arco-íris. Tome banho de chuva, quando ela não estiver forte, e sinta a deliciosa sensação do seu toque molhado.
Só você pode fazer das coisas mais difíceis motivos para o seu sorriso. Eu peço que se esforce, vale a pena visualizar o arco-íris da felicidade.


->Dedico esta postagens aos joinvilenses, que muito conhecem a chuva.

Peço aos leitores que procurem o entendimento em seus corações e não em minhas palavras.

domingo, 25 de abril de 2010

Só mais um vez. ;x

Em dias como hoje penso que gostaria de mudar algumas coisas da minha história. Não me arrependo realmente. Não cometi erros grosseiros ou pecados imperdoáveis. Mas, em dias como hoje, sofro por ações passadas que embora eu tente consertar não consigo apagar a dor no presente.
Sempre tenho a sensação de que não devo me culpar pelas coisas que dão errado quando elas envolvem outras pessoas. Sempre me responsabilizo por essas coisas (ainda que não totalmente).
Sentir-me mal não ajuda em nada, o melhor que faço é refletir sobre, pedir ajuda se necessário e fazer com que os demais envolvidos também reflitam. Por algum tempo hoje pude acreditar numa mudança, agora só me resta esperar.

"O tempo é para o amor como o vento para a chama. Se forte apaga, se suave aumenta."

Não busque entender um desabafo!

Eu não pedi a alguém que entendesse. Nem a um leitor desavisado, nem ao destinatário. Ao fim desse desabafo é provável que eu ainda esteja tentando compreender.

Querido refletor,
hoje, 25 de abril de 2010, escrevo-lhe uma carta virtual, embora não eu lhe envie, quem sabe um dia eu lhe diga que está aqui postada. Meu objetivo está longe daquele comum intuito das cartas, contar as coisas da vida, relatar os últimos acontecimentos, pedir notícias, mandar lembranças. Talvez acabe eu passando por algum desses prosaicos itens, mas tenha como certo que meu propósito é compartilhar o que sinto.
Sei que está tão confuso quanto eu. Tenho a mais absoluta compreensão de que ao dividir contigo minhas dúvidas e desapontamentos, criei, sem a menor intenção, uma mágoa em você que nem é capaz de compreender. E lamento. Lamento tanto que não encontro palavras que possam expressar o quanto gostaria de me redimir. Se escrevo mesmo com a manhã nascendo é justamente para que nenhum dos meus sentimentos mais sinceros se percam com o sono, e eu possa fazer o que mais desejo. Anseio que meu desabafo mais honesto possa penetrar em seus sentimentos como alento, que veja em dúvidas tão semelhantes às suas uma alma que pode lhe dar conforto. Se depois de ler ainda não encontrar em minhas palavras nenhuma alegria, se em minhas confissões não enxergar seus sentimentos, perdoe-me e procure aceitar que minha intenção era positiva.
Recordo-me bem das primeiras vezes que meus olhos brilharam motivados por você. Você não supunha minha existência e eu já o admirava a distância, devorava suas palavras, identificava-me com suas insatisfações, deslumbrava-me com sua verdade. Apreciei anonimamente por algum tempo, até que a vontade de lhe conhecer fez com que eu criasse coragem para me aproximar. Confesso que eu pouco imaginei sua reação, mas temi demais qualquer palavra negativa que pudesse me dizer. Surpreendi-me com sua receptividade e meu constrangimento contando como "descobri" você. Confirmei em nosso primeiro contato sua admirável espontaneidade e meu desejo de conhecê-lo só aumentou. Cada dia, a cada palavra, eu só tinha mais curiosidade, sentia-me mais a vontade, e sempre mais interessada. Algumas vezes julguei-me inconveniente e demasiadamente subjetiva, porém, não posso me conter a receios tratando de você, pois sua verdade e liberdade estimulam e atraem a qualquer um (ainda mais a mim).
Junto aos primeiros indícios de que a admiração que me levava a você havia se estendido a você se manter próximo a mim, apareceu um sentimento maior que qualquer admiração ou encantamento, talvez se tratasse de uma cumplicidade, fosse o que fosse, ambos sentíamos e fazia-nos muito bem. Minha vontade aumentava em proporções inenarráveis e sua necessidade de compartilhar admiração a meu respeito também. Eu costumo dizer - com diversas motivações - que reciprocidade é o caminho, em nossa história também. Estávamos em tamanha sintonia que embora sentíssemos um imenso prazer em verbalizar as sensações compreendíamo-nos nas mais suaves metáforas. Eu não encontrava palavras suficientes para descrever o bem que me fazia, você usava todas as palavras para me dizer o quão feliz eu lhe fazia.
Não teria como uma troca tão pura de sentimentos tão bons não desenvolvesse uma linda história. Construímos a cada gentileza, a cada bondade, a cada carinho, uma poética história de honestidade e... Por que não dizer amor? Sim, em uma de nossas tantas palavras sinceras surgiu uma menção da sua parte sobre amar. Não digo que dentro de mim não houvera antes a ideia de ser amor, o certo é que ao receber a verbalização dessa possibilidade, amar dominou meus pensamentos. Amar... Amo? Ama? Amor! O amor predominou minha mente, minha ideias, minhas palavras, meus sentidos, meus sentimentos.
Você entrou na minha vida por acaso, e agora, totalmente consciente do que fazia aproximou nossas vidas. Podia eu ler sobre a Segunda Guerra ou assistir ao mais ridículo filme de ação que você continuava comigo. Um garoto qualquer que tivesse seu nome, ou mesmo a sombra de uma árvore levavam-me a você mais rápido do que eu podia controlar. Meus textos, meus amigos, minha mãe, todos notaram sua aparição no meu dia-a-dia, muitos desconheciam de quem se tratava, alguns buscavam entender, outros não achavam possível, no entanto, a conclusão era unânime: Eu estava amando! A poucos compartilhei de quem se tratava, a menos ainda dividi que havia recíproca. E só dei por mim quando vi que não era única na sua vida. Como eu poderia ser? Você não teria caído na Terra no dia que lhe conheci, sem memória, sem laços. Você não desapareceria quando não estivesse interagindo comigo. Você tinha passado, vivia um presente, e planejava um futuro. Devia eu me contentar em ser parte da sua vida e aceitar meu espaço? Não questionei-me e continue com minhas verdades.
Hoje vejo que só cabe a nós dois indagarmos sobre nossa história, refletirmos sobre os eventos já sucedidos e planejar os seguintes. Não podemos controlar o que sentimos, no entanto é a forma como lidaremos com nossos sentimentos e que importância daremos a eles que fará toda a diferença em nossa vida. Não façamos isso separadamente. Compartilhemos dúvidas, ansiedades, e temores. Exponhamos nossas insatisfações, nossas frustrações e objeções. Deixemos claros nossos sonhos, objetivos e expectativas. Sejamos honestos com nós mesmos e com o outro. Penso que somos muito parecidos, embora com nossas peculiaridades que tantos nos atraem, portanto não temos muitas estratégias para esconder nossas sensações e somos livres para expressar todas nossas emoções.
Estou certa que amo, com todas minhas dúvidas, você, com todas suas dúvidas. Se não pudermos sanar todas, podemos ao menos acalmar nossos corações angustiados.
Com todo meu carinho sincero, Ana.